Lei Antifumo impulsiona a Sinalize…

A proibição de fumar em locais fechados de uso coletivo no Estado de São Paulo pode ter desagradado muitos fumantes, mas caiu como uma luva para a Sinalize, empresa de Santo André. Líder do mercado nacional de sinalização, com 85% de participação no segmento, a gráfica dobrou suas vendas em agosto, quando a norma que definiu como deveria ser a placa “Proibido Fumar” (cuja utilização passou a ser obrigatória), foi publicada no Diário Oficial do Estado. O impulso na comercialização desse item, por conta da nova lei estadual, ajudou a compensar o desempenho que havia começado fraco para a empresa e para todo o setor, em função dos efeitos da crise financeira global. “Foi fundamental. Vínhamos sofrendo com as dificuldades da economia, como todo mundo”, afirma o empresário Marcelo dos Santos, proprietário e diretor da Sinalize. Com o aumento das vendas, já foi possível empatar com os resultados do ano passado até agosto. Santos se surpreendeu com a forte demanda. “Além da multa (que serve como estímulo para os estabelecimentos cumprirem a legislação), parece que as pessoas compraram a ideia”, assinala. A Sinalize rapidamente adaptou seus processos para cumprir o edital, que estabelecia as características da placa (com o desenho do formato do Estado de São Paulo, por exemplo), para atender empresas e consumidores. Após as alterações, o “Proibido Fumar” – confeccionado pela Sinalize em vinil, poliestireno e alumínio – que já era campeão de vendas -, sozinho passou a representar 20% do faturamento da companhia, dentro de um mix de mais de 300 itens diferentes (alguns exemplos são placas para sanitários, de “Alta Tensão”, “Extintor”, “Sorria, você está sendo filmado” e “Cão bravo”). A sinalização antifumo pode ser encontrada em papelarias e lojas de material de escritório – a fabricante atende atualmente cerca de 4.500 clientes (lojistas) no País todo. O preço sugerido pela Sinalize gira em torno de R$ 4,50 (o modelo mais simples, de vinil), até R$ 16 (de alumínio). PIONEIRO – Santos, 42 anos, atua há 22 nesse ramo. Há 12 anos, fundou a Sinalize, ao perceber que havia uma carência nesse mercado. “Fomos pioneiros”, destaca. A ideia inicial, que se mostrou acertada, foi suprir o comércio com a produção de encartelados (sinalização que pode ser fixada sem ajuda de um técnico) para autosserviço, produzidos em larga escala. “As tiragens grandes tornam o custo atrativo; se tivéssemos de fazer sob projeto (caso por caso), o preço seria proibitivo”, acrescenta.

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